terça-feira, 11 de junho de 2013

Com medalhões de 93 no comando, futebol no México já assusta gigantes

Giovani dos Santos é o camisa 10 mexicano
Em 1993, o México conquistou o título da Concacaf. Com a mesma geração, a seleção do país disputou a Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Caiu nas oitavas de final. Cinco anos depois, o grupo levantou o caneco da Copa das Confederações ao derrotar o Brasil na decisão por 4 a 3. Feitos importantes para uma seleção considerada apenas mediana até ali. Mas de lá para cá, os responsáveis por tais feitos envelheceram, penduraram as chuteiras, mas não abandonaram o futebol. Assumiram postos importantes. Cargos que ajudaram no crescimento e no desenvolvimento do futebol mexicano. 

Miguel Herrera, Juan Ramírez, Luís Miguel Salvador, Ricardo Peláez, Benjamín Galindo, Garcia Aspe, Hugo Sánchez... Geração que assumiu como presidentes, diretores esportivos ou treinadores o comando das principais equipes do México. Nomes importantes no país que se juntaram aos experientes Manuel Lapuente, comandante do título das Confederações de 1999, e de Tuca Ferreti, brasileiro radicado no México, que ganhou praticamente tudo no país, para melhorar o nível do futebol a partir dos anos 2000.

E o trabalho tem surtido efeito. Atualmente, sob o comando de José Manuel de La Torre. Nas categorias de base, as conquistas não foram poucas. O México levou dois Mundiais sub-17 (2005 e 2011). No primeiro, revelou o meia Giovani dos Santos e o atacante Carlos Vela. No mesmo ano, venceu o Pan-Americano, disputado em Guadalajara. E, em 2012, os Jogos Olímpicos de Londres ao derrotar o Brasil na decisão por 2 a 1, em Wembley. O atacante Peralta, cortado da Copa das Confederações por conta de uma lesão, foi o grande destaque do time na conquista da medalha de ouro.

- Tudo isso é o investimento do futebol dentro e fora de campo. O investimento no México é alto. Investiram em tecnologia, na preparação. O resultado está aparecendo. Mas não é um trabalho de curto prazo. Já tem 20 anos na luta por esse crescimento - revelou Carlos Henrique Peçanha, que mora no México desde a década de 80 e é fisioterapeuta da seleção nacional.

O profissional chegou ao país a convite do então atacante Tita, ex-Flamengo e Vasco. Peçanha foi chamado para ajudar o ex-jogador na recuperação de um problema no joelho. Passou por Puebla, Leon e mais uma série de clubes no futebol do país. Foi ficando e por todo o trabalho desenvolvido no México foi convidado para assumir o posto na equipe nacional em 2010.

- O trabalho foi a longo prazo. Hoje, nós temos três gerações no mesmo time.

Atualmente, a equipe principal do México conta com uma mescla de três gerações. A mistura se dá com jogadores mais veteranos, como são os casos do goleiro Corona, de 32 anos, e do zagueiro Carlos Salcido, de 33, atletas do grupo campeão Mundial sub-17 em 2005 e do elenco vencedor da medalha de ouro no Pan-Americano de 2011 e das Olimpíadas de 2012. Nomes como os do meia Giovani dos Santos, do Mallorca, da Espanha, e do atacante Javier "Chicharito" Hernández, do Manchester United. 

- Muitos jogaram o Mundial de 2005. Outros participaram da Copa América e do Pan de 2011. Foi o grupo mais jovem a disputar uma Copa América.

Chicharito a Giovani dos Santos: ego deixado de lado


Chicharito é o principal atacante mexicano
"O craque do México é o grupo". É com essa frase que Peçanha define a equipe que vai disputar a Copa das Confederações. Sem vaidades, sem egos inflamados. Tudo em prol do grupo. E a competição que acontecerá de 15 a 30 de junho será um ensaio para o time mexicano.

- Não dá para indicar o favorito. Temos Brasil, Itália, México e Espanha. Será uma competição bem difícil - explicou o fisioterapeuta.

Mas como são as principais estrelas do México? Sossegadas? Peçanha é só elogios a Chicharito e a Giovani dos Santos. Este último, o fisioterapeuta conhece há tempos. O menino tinha apenas 7 anos quando iniciou a relação de amizade com o profissional brasileiro. 

-  Conheço o Giovani dos Santos há muito tempo. Des

de que eu o conheço, não mudou nada. Passei um mês com ele na Espanha. Estava tendo um desequilíbrio muscular e o ajudei no tratamento.
Chicharito também mereceu elogios do fisioterapeuta.

- O Chicharito é um jogador espetacular. Ele sabe que o individualismo, que o egoísmo, o ego, não tem vez. É uma pessoa simples - encerrou Peçanha.

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