sábado, 8 de junho de 2013

Camisas 10 da Confederações vivem má fase em clubes

Giovani dos Santos será o 10 Mexicano
A Copa das Confederações não é a Copa do Mundo, quando é possível ler e ouvir na imprensa o clichê de que os "grandes nomes do futebol mundial desfilarão nos gramados do principal palco do esporte". Mas, pelo menos reúne as seleções campeãs de cada continente, o que deveria dar a certeza de que grandes jogadores estarão no Brasil neste mês de junho.

Nessa Copa das Confederações o camisa 10 ficou com jogadores de nome, mas que decepcionam há tempos em seus clubes. Eles terão que provar que, na seleção, o jogo é outro, e que podem ser decisivos fora do ambiente comum.

Brasil

Neymar é indiscutivelmente o melhor jogador do Brasil no momento, e está ainda mais em destaque após sua apresentação midiática no Barcelona. Porém, tanto na seleção como no Santos, suas últimas atuações ficaram bem aquém das que encantaram ao mundo em 2010 e 2011, principalmente.

Agora 10 na seleção, resta saber se ele conseguirá lidar com o fato de ser o líder em campo da equipe, e se a "má fase" no Santos era, realmente, causada por falta de motivação e pelo fraco futebol dos companheiros.

México

A boa fase do México no futebol coincide com o surgimento de Giovani dos Santos. Campeão Mundial sub-17 em 2005 e medalha de ouro em Londres-2012, além de ter sido titular na Copa de 2010, Giovani sempre é tratado como a grande esperança da seleção local, e até que não decepciona, apesar de nunca ser realmente o craque da equipe.

Só que, em clubes, ele já é um "andarilho" com apenas 24 anos. Revelado no Barcelona, nunca se firmou na equipe catalã e já rodou por Tottenham, Ipswich, Galatasaray, Racing Santander e Mallorca, sem nunca conseguir se firmar ou, pelo menos, deixar técnicos e dirigentes animados a ponto de contratá-lo definitivamente.

Espanha

Na Espanha, a 10 é de Fábregas, que é cotado para deixar o Barcelona na reformulação que o clube pretende fazer após a eliminação vexatória contra o Bayern de Munique na Liga dos Campeões.
Contratado a peso de ouro do Arsenal, ele nunca conseguiu repetir as boas atuações que teve na Inglaterra. Se permanecer no clube catalão, é possível que amargue banco para o próprio Neymar, em uma escalação mais ousada no ataque.

Itália

Talvez a terceira força do torneio, a Itália deu a camisa 10 para Sebastian Giovinco na Copa das Confederações. Por mais que seja titular na equipe campeã italiana, é sempre tratado como "eterna promessa".

As dúvidas a respeito de sua qualidade são tantas que, nesta semana, seu técnico na Juventus, Antonio Conte, teve que desmentir boatos de transferência do meia, ao dizer que "tem fé" no jogador.

Uruguai

A Celeste Olímpica tem Diego Forlán, o melhor jogador da última Copa do Mundo, com a camisa 10. Após uma péssima fase pós-Mundial, na qual decepcionou no Atlético de Madri e na Internazionale de Milão, chegou ao Brasil para recuperar seu bom futebol.

Porém, o Inter teve que esperar um bom tempo para que o uruguaio se destacasse. Após fraco 2012, usou o Gaúcho deste ano para ter lampejos de grande jogador. Na seleção ainda decepciona e tem culpa na fraca campanha nas Eliminatórias que pode deixar o Uruguai fora da Copa de 2014. 

Japão

Shinji Kagawa surgiu como o craque do Borussia Dortmund bicampeão alemão em 2011 e 2012, mas resolveu se transferir para o Manchester United na última temporada. Lá, virou reserva com pouquíssimo tempo de jogo e sumiu dos holofotes. Para completar, o Borussia chegou a decisão da Liga dos Campeões logo após sua saída.

O técnico do clube alemão, Jurgen Klopp, declarou recentemente que "corta o coração" ver Kagawa, para ele um dos melhores jogadores da atualidade, ser obrigado a jogar poucos minutos e aberto na ponta, e não no meio armando jogadas, como fazia na Alemanha. No Japão, a expectativa é de que ele recupere o futebol já apresentado.

Nigéria

A Nigéria deu a camisa 10 para Obi Mikel, sem dúvida seu nome mais conhecido, mas que não encanta mais os torcedores do Chelsea como fez anteriormente. Não é mais dono de vaga cativa no meio de campo dos blues, mas teve contrato renovado até 2017 recentemente.

Taiti

O Taiti chega ao Brasil inovando: não traz um grande destaque e nem mesmo um meia com a 10. O número mais tradicional do futebol, na seleção polinésia, fica com Nicolas Vallar, zagueiro central.

Vallar já foi profissional, apesar de hoje atuar no próprio país, pelo AS Dragon. Ele disputou as divisões inferiores do Campeonato Francês no início do século, pela equipe B do Montpellier, Montceau e pelo Sète, além de atuar em Portugal pelo Penafiel.

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