terça-feira, 28 de setembro de 2010

Rafa Márquez cumpre ameaça e encabeça o 'MOTIN'


Rafa Márquez já havia ameaçado: "Isso não vai ficar assim". E o capitão cumpriu sua palavra, encabeçando a aliança entre os 13 jogadores multados que criaram uma carta e enviaram para Justino Compeán, presidente da Federação, e Decio de Maria, secretário geral do organismo.
Neste documento os jogadores manifestam seu desejo de não ser mais convocados nas próximas partidas, oficias ou amistosos, até resolverem os problemas recentes, e declara a insatisfação dos atletas para com Néstor de la Torre, diretor da Comissão de Seleções Nacionais, e solicitam de maneira indireta sua demissão.

"Todos e cada um dos que afirmamos este documento solicitamos aos dois principais diretores da nossa federação, que não sejamos mais convocados para a seleção Nacional, para partidos oficiais e não oficiais, até as condutas e procedimentos de nossa concentração seja mais coerentes com idéias e condutas dos diretores",
"Não somos contra ou indiferentes aos conceitos de disciplina, ordem, profissionalismo, entrega e outros mais, no entanto, não podemos deixar de lado o código de respeito interno e privacidade".
"Já faz muito tempo, o que acontece dentro da federação, fica dentro da federação. É bem simples, "roupa suja se lava em casa". Sempre foi assim, e a algum tempo resolveram mudar", afirma a carta que foi redigida pelo capitão Rafa Márquez no dia 22 de Setembro, um dia depois que De la Torre declarou que 11 elementos deveriam pagar 50 mil pesos Mexicanos por faltar com o regulamento interno, e que Efraín Juárez e Carlos Vela seriam suspendidos por seis meses.
"Desde a chegada do novo diretor Geral da Comissão de seleções Nacionais temos recebido um tratamento ranzinza e prepotente, e deixamos de desfrutar do nosso trabalho diário" afirmam os jogadores que apontam que os processos de Néstor não é o adequado, pois questionam que não havia estado inteirado de que a reunião foi realizada no hotel, ademais de que criticam que suas privacidades nos lugares de concentração sejam informações públicas nos meios de comunicação.

"Em nenhum momento estamos reclamando, nem ao menos negando ao regulamento, mas sim ao 'Protagonismo' tão exagerado e mesquinha deste personagem, que quer ser reconhecido por suas "ações" de ordem, disciplina, projetos e resultados".
Ainda, a carta destaca que se transparece na imprensa os erros dos jogadores, por que não fazer o mesmo com os erros de Néstor De la Torre, tais como a grande concentração antes do Mundial, e como não ter um projeto depois de saber que Javier Aguirre não continuaria com a seleção. Outro aspecto reprovam é ter vários técnicos interinos trabalhando de maneira diferente, o que demonstra uma clara inaptidão de administração e definição de um projeto para o mundial no Brasil em 2014".

Finalizando os jogadores declaram: "Usar a camisa da seleção Nacional tem sido, é e será sempre um orgulho, porque é a representação oficial do nosso país, o qual amamos e representamos suas cores com personalidade". Repetem o pedido para não serem convocados até os problemas serem resolvidos e terminam:

"Todos desta lista estão totalmente de acordo com está carta, me confirmaram de viva voz cada um (afirma Márquez autor da carta), por questão de tempo não foi assinada por eles mesmos já que estamos em diferentes lugares do mundo e que por nenhum motivo no mundo queremos que está carta chegue as mãos da imprensa.

Assinado:
1. Rafael Márquez
2. Francisco Javier Rodríguez
3. Carlos Salcido
4. Andrés Guardado
5. Gerardo Torrado
6. Pablo Barrera
7. Giovani Dos Santos
8. Javier Hernández
9. Guillermo Ochoa
10. Enrique Esqueda
11. Héctor Moreno
12. Carlos Vela
13. Efrain Juárez

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